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População recebe vacina contra Febre Amarela

A população de Cristais pode se vacinar contra a febre amarela. Hoje a demanda de vacinas na cidade é considerada normal e a procura dos moradores também.

Os moradores interessados podem tomar a vacina todas as sextas-feiras, das 8h às 16h, na Clínica Mais Saúde, localizada na rua Agnelo Delfino Barbosa, 465, no centro.

“Temos capacidade para vacinar toda a nossa população, por isso definimos este dia para facilitar para os que moram em Cristais e também evitar desperdícios das doses, que estão escassas em muitos municípios. O frasco de seis a doses da vacina pode ficar aberto para uso no máximo seis horas. Temos recebido muitos moradores de fora, mas temos priorizado a população local”, afirmou Maria Ângela, técnica de vacina.

 

Informação também ajuda na prevenção à febre amarela

 

1. O que é Febre Amarela (FA)?

A febre amarela é uma doença viral aguda, imunoprevenível, transmitida ao homem e a primatas não humanos (macacos) através da picada de mosquitos infectados.

2. Onde ocorre a febre amarela?

A febre amarela é uma doença considerada endêmica na região amazônica. Nos últimos anos, no entanto, foram registrados casos em outras regiões do país, como nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

3. Qual é a diferença entre a febre amarela silvestre e febre amarela urbana?

O vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos. A principal diferença é o vetor de transmissão. A febre amarela silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de mata, rurais ou ribeirinhas. Já a febre amarela urbana – que não ocorre no Brasil desde 1942 – tem como vetor o Aedes Aegypti, o mesmo da dengue.

4. A febre amarela é contagiosa?

Não. A infecção ocorre somente através da picada do mosquito infectado. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa, nem de macacos para pessoas.

5. Como uma pessoa pode ser infectada pela febre amarela silvestre?

Se o homem frequentar uma área de mata onde o vírus circula e for picado por mosquitos infectados, pode contrair a doença.

6. E os macacos, eles transmitem febre amarela?

Os macacos não são responsáveis pela transmissão. Esses animais são sentinelas e ajudam o poder público a definir as ações de prevenção, já que as epizootias (morte ou adoecimento de macacos) ajudam a identificar a presença do vírus em determinada região.

7. Como se prevenir contra a transmissão da febre amarela?

A principal forma de prevenção é por meio da vacinação. Se a pessoa não for vacinada, é recomendável utilizar repelente e evitar o deslocamento ou permanência em áreas onde o vírus circula.

8. Quantas doses da vacina é preciso tomar? Qual a diferença da dose padrão (dose total) e fracionada?

Na vacina padrão (plena), a dose é única e válida para a vida toda.

Já a dose fracionada, que está sendo ofertada na campanha nacional de vacinação contra a febre amarela, protege por pelo menos 8 anos. Com o fracionamento, o frasco convencionalmente utilizado na rede pública pode ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado 0,1 ml da vacina. A dose fracionada foi adotada pelo Ministério da Saúde diante dos novos casos que surgiram em diversas regiões do país, como alternativa para ampliar a capacidade de imunização nos estados com surto da doença.

No estado de São Paulo, a campanha acontece de 25 de janeiro a 17 de fevereiro, com o objetivo de antecipar a imunização em regiões onde o vírus não está circulando.

9. Quem deve se vacinar contra a febre amarela?

A vacina é recomendada para moradores ou pessoas que se deslocam para áreas com circulação do vírus no Brasil e aos viajantes para os países com risco de transmissão de febre amarela. Confira no link www.saude.sp.gov.br quais municípios brasileiros têm recomendação temporária ou permanente para vacinação.

10. Com qual antecedência devo me vacinar se for viajar para uma área considerada de risco?

É importante que a vacinação ocorra dez dias antes da viagem. Esse é o tempo necessário para o organismo produzir os anticorpos contra a doença.

11. Quais locais estão inclusos na campanha de vacinação fracionada no Estado de São Paulo?

A vacinação ocorre no estado de São Paulo até o dia 17 de fevereiro em 53 municípios e mais 20 distritos da capital.

Municípios: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos, São Vicente, Caçapava, Igaratá, Jacareí, Jambeiro, Monteiro Lobato, Paraibuna, Santa Branca, São José dos Campos, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba, Aparecida, Arapeí,

Areias, Bananal, Cachoeira Paulista, Canas, Cruzeiro, Cunha, Lagoinha, Lavrinhas, Guaratinguetá, Lorena, Natividade da Serra, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Queluz, Redenção da Serra, Roseira, São Bento do Sapucaí, São José do Barreiro, São Luiz do Paraitinga, Silveiras, Taubaté, Tremembé

Distritos da capital: Campo Limpo, Capão Redondo, Cidade Ademar, Cidade Dutra, Cursino, Grajaú, Jabaquara, Jardim São Luís, Pedreira, Sacomã, Socorro e Vila Andrade, Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianazes, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael.

12. Por que estes municípios fazem parte desta campanha de vacinação fracionada?

Ainda não foi identificada a circulação do vírus nesses locais. No entanto, mapeamento realizado pela Secretaria da Saúde apontou que essas são áreas suscetíveis à circulação da doença. As localidades foram definidas por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pela divisão de zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).

13. Quem não deverá tomar a vacina e, nestes casos, deverá consultar o médico?

– Crianças com até nove meses de idade;

– Mulheres amamentando crianças menores de seis meses de idade;

– Pessoas com alergia grave a ovo;

– Pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350;

– Pessoas em tratamento de quimioterapia e/ou radioterapia;

– Pessoas portadoras de doenças autoimunes; e

– Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do organismo).

14. Quem deve receber a dose padrão da vacina contra a febre amarela?

– Pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 maior que 350;

– Pessoas que terminaram tratamento de quimioterapia e radioterapia;

– Pessoas com doenças hematológicas (do sangue);

– Grávidas;

– Crianças entre nove meses e dois anos de idade;

– Viajantes internacionais – O Regulamento Sanitário Internacional (RSI) ainda não autorizou a utilização da dose fracionada para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Para receber a dose padrão, deverá ser apresentado, no ato da vacinação, comprovante de viagem (boleto de passagem área ou hotel, convite para participação em eventos internacionais, entre outros) para países que exijam o CIVP.

15. Onde posso tomar a vacina?

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência de cada município e nos ambulatórios dos viajantes dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs). Mais informações sobre os locais disponível no link: www.cve.saude.sp.gov.br.

16. As pessoas que tomarem a dose fracionada receberão o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP)?

Não. Pessoas que irão viajar para países que exigem o CIVP deverão receber a dose padrão, pois somente essa é válida e dá direito a emissão do certificado.

17. Como serão identificadas as pessoas que receberem a dose fracionada da vacina contra a febre amarela?

O Ministério da Saúde disponibilizará aos estados etiquetas adesivas para a identificação da dose fracionada. A etiqueta deve ser preenchida e fixada na caderneta de vacinação.

18. Existe um maior risco de ocorrência de eventos adversos com uma dose fracionada da vacina?

Não. A composição da dose fracionada é a mesma da vacina padrão. Os dois tipos de doses são igualmente seguros e eficazes. Não há evidências de aumento de eventos adversos ao usar uma dose fracionada.

19. Posso apresentar reação após a aplicação da vacina?

A reação mais frequente é sentir dor de intensidade leve ou moderada no local de aplicação, durante um ou dois dias. Outros sintomas, considerados sem gravidade, são: febre com duração de até sete dias, dor de cabeça e dor no corpo.

Embora raros, eventos adversos graves podem ocorrer se a vacina for aplicada em pessoas com contraindicação, podendo, inclusive, levar à morte. Por isso, é

fundamental que a vacina seja destinada a quem precisa, e que as pessoas consultem seu médico, em caso de dúvidas.

20. Após a infecção pelo vírus da febre amarela, quanto tempo leva para a doença ficar aparente (iniciar os sintomas)?

Em média, de três a seis dias após a picada do mosquito transmissor infectado. Mas pode levar até 15 dias para o surgimento dos primeiros sintomas.

21. Quais são os sintomas da doença?

– Febre de início súbito;

– Calafrios;

– Dor de cabeça;

– Dores nas costas;

– Dores no corpo;

– Náuseas, vômitos;

– Fadiga;

– Fraqueza;

– Icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos); e

– Sangramentos.

22. O que devo fazer se apresentar os sintomas?

Procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem ou deslocamento para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas.

23.Todas as pessoas que vão viajar para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia precisam se vacinar?

É necessário avaliar, com precisão, as regiões por onde o viajante vai se deslocar nesses estados, pois existem as seguintes situações a serem consideradas:

– Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV): Área com registro histórico de febre amarela silvestre e, portanto, com recomendação permanente de vacinação.

– Área Sem Recomendação de Vacinação (ASRV): Área sem registro histórico de febre amarela silvestre e, portanto, sem recomendação de vacinação.

– Área de Recomendação de Vacinação Parcial (ASRVP): Área afetada quando registrada em regiões metropolitanas, com grandes centros urbanos e elevados contingentes populacionais, para efeito de priorização das populações sob maior risco e priorização da vacinação para bloqueio de foco.

 

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